segunda-feira, 17 de maio de 2010

Kiki de Montparnasse - quem foi?

Como já dissemos nossa coleção foi inspirada nos anos 20, principalmente em duas mulheres que se destacaram nessa época. Louise Brooks e Kiki de Montparnasse.
Mas quem foi Kiki?
Pra começar, ela foi um dos símbolos da emancipação feminina no século 20. No coração da Paris dos anos 1920, Kiki se tornou uma das figuras mais carismáticas da Montparnasse de boêmia e vanguarda do entre-guerras.
Alice Ernestine Prin, seu verdadeiro nome, nasceu na vila francesa de Chantillon-sur-Seine em 1902 e aos 16 anos foi viver em Paris, mais precisamente em Montparnasse.
Ousada, começou a posar nua aos 14 anos, transformando-se rapidamente em um ícone cultural e sexual dos chamados Anos Loucos como a modelo preferida de diversos artistas, Picasso, Chaïm Soutine, Per Krohg, Pablo Gargallo, Charles Kvapil, Francis Picabia, Moïse Kisling, Alexander Calder, Jules Pascin, e especialmente Man Ray, que foi seu companheiro por muitos anos e fez centenas de retratos dela. Ela é o tema de algumas de suas conhecidas as melhores imagens, incluindo a Le violon d'Ingres e Blanche et Noire.
Kiki não foi prostituta, mas era liberada, o que para sua época chocava muito. Mas ela também foi uma artista: foi dançarina e cantora de cabaret, fez desenhos e teve sua própria exposição, escreveu um livro de memórias: “Memórias de Kiki”. A artista passou a pintar depois de tanto observar o trabalho dos pintores enquanto posava. Nos anos 30, teve um bar chamado Oasis, que depois batizou Chez Kiki.
Kiki morreu em 1953, em Sanary-sur-Mer, França com a idade de cinqüenta e um, aparentemente de complicações do alcoolismo ou toxicodependência. Muito tempo depois de sua morte, Kiki continua a personificação da ousadia, audácia e criatividade que marcaram esse período da vida em Montparnasse.
Recentemente, foi lançada aqui no Brasil pela Editora Record, Kiki de Montparnasse - uma biografia em quadrinhos publicada originalmente na França, escrita por José-Louis Bocquet e ilustrada por Catel Muller. A obra é vencedora de diversos prêmios na França e apontada como um dos títulos essenciais no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême — um dos mais importantes do gênero — em 2008. Vale a pena conferir!!!!!!!!!!!!


sexta-feira, 14 de maio de 2010